Bilinguismo de Escola: Português para Estrangeiros no Contexto da Escola Bilíngue (Português/Inglês), por Elisa Sobé Neves


Bilinguismo de Escola: Português para Estrangeiros no Contexto da Escola Bilíngue (Português/Inglês)

Escrito por Elisa Neves

Originalmente disponível em http://www.siple.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=178:bilinguismo-de-escola-portugues-para-estrangeiros-no-contexto-da-escola-bilingue-portuguesingles&catid=57:edicao-2&Itemid=92

Resumo
O ensino de Português para estrangeiros no contexto da escola bilíngue (Português/Inglês) oferece um excelente campo de investigação em Linguística Aplicada, pois há uma crescente tendência no mundo globalizado de abertura de escolas bilíngues, as quais recebem alunos estrangeiros oriundos de diversos países e culturas. Para isso, as escolas precisam estar preparadas para enfrentar os desafios no que se refere ao ensino e a aprendizagem de Português como Segunda Língua (PSL)/Língua Adicional (PLA).

Palavras-chave:Português para estrangeiros, contexto bilíngue, desafios

ABSTRACT

Teaching Portuguese to foreigners in the context of a bilingual school (Portuguese/English) offers an excellent field for research in Applied Linguistics because there’s an increasing tendency in the globalized world for the opening of bilingual schools, which receive foreign students from various countries and cultures. For this, schools need to be prepared to face the challenges regarding to teaching and learning of Portuguese as a Second Language (PSL) /Additional Language (PAL).

Key-words:Portuguese for foreigners, bilingual context, challenges

 

1 Introdução

O ensino de Português para estrangeiros no contexto da EB[1](Português/Inglês) no Brasil é campo pouco explorado, precisando ainda da atenção dos pesquisadores em Linguística Aplicada. Pesquisas sobre os processos que envolvem o ensino e a aprendizagem de Português como Segunda Língua (PSL), ou Português como Língua Adicional (PLA) são de fundamental importância não somente para as EBs, mas também para as escolas públicas e particulares, visto que há uma crescente demanda de estrangeiros oriundos de diversos países que fazem do Brasil a sua pátria por um determinado período de tempo.

A permanência de estrangeiros no Brasil exige que as escolas estejam preparadas para atender este novo público, oferecendo-lhes educação de qualidade e promovendo o real aprendizado da língua portuguesa. Essa nova realidade no contexto escolar brasileiro está diretamente relacionada com a globalização, pois ao ampliar as relações entre nações e ao abrir as fronteiras que antigamente separavam povos e culturas, os cidadãos do mundo agora têm a possibilidade de circular pelos países com mais facilidade. Nas palavras de Rajagopalan (2003, p. 57), “queiramos ou não, vivemos em um mundo globalizado. Entre outras coisas, isso significa que os destinos dos diferentes povos que habitam a terra se encontram cada vez mais interligados e imbricados uns nos outros (…)”.

Diante das mudanças em nível cultural, social, econômico e geopolítico que o mundo enfrenta neste novo milênio, é eminente a necessidade de se relacionar com outros povos, conhecer novas culturas, e principalmente de se comunicar em outras línguas. É preciso estar aberto ao intercâmbio com outras nacionalidades, e mais do que isso, estar disposto a aprender línguas. Rajagopalan (2003, p. 25) comenta sobre essa realidade e afirma que esta realidade está “marcada de forma acentuada por novos fenômenos e tendências irreversíveis como a globalização e a interação entre culturas, com conseqüências diretas sobre a vida e o comportamento cotidiano dos povos (…)”.

Sob essa perspectiva, o ensino e a aprendizagem de línguas fazem parte destas novas tendências e realidades, entrando no palco das grandes discussões sobre melhores estratégias de ensino, metodologias, materiais e livros didáticos, formação de professores, entre muitos outros assuntos pertinentes ao campo de pesquisa em Linguística Aplicada e disciplinas de contato.

Percebo então, a importância das EBs neste cenário, uma vez que desempenham um relevante papel social e educacional ao preparar os cidadãos para essa nova realidade que atinge dimensões planetárias. Voltando o foco para o Brasil, mais precisamente à capital federal, observo certo contingente de estrangeiros que permanecem na cidade por um período mínimo de dois anos. As famílias de estrangeiros, em sua maioria diplomatas e funcionários de embaixadas, precisam colocar seus filhos na escola. Qual a melhor opção? A EB, é claro! A EB (Português/Inglês) oferece às famílias uma educação de qualidade, visto que o currículo é internacional, o calendário escolar é diferenciado (o ano letivo inicia em agosto e termina em junho), os alunos aprendem Inglês e Português no Ensino Fundamental e, se permanecerem na escola até o Ensino Médio, os alunos aprendem mais duas línguas estrangeiras. No último ano do Ensino Médio a escola oferece dois programas: um internacional, que prepara os alunos para ingressar em universidades no exterior; e outro nacional, que tem como objetivo preparar os alunos para o Vestibular no Brasil.

A EB oferece aos alunos um contexto de ensino e aprendizagem diferente daquele encontrado em escolas regulares públicas ou particulares. A EB hoje, no Brasil, é reconhecida pela qualidade da educação oferecida aos alunos e também pelas suas especificidades. A seguir, antes de iniciar a discussão sobre o ensino de Português para estrangeiros, pretendo levantar alguns tópicos importantes no que se refere à situação e ao contexto mais especifico das EBs no Brasil, para que se compreenda melhor a proposta de ensino da língua portuguesa para estrangeiros.

2  A escola bilíngue (Português/Inglês) no Brasil: situação e contexto

Atualmente, o número de EBs cresce no Brasil a cada ano. No dia 22 de janeiro de 2010 o Jornal O Estado de São Paulo publicou uma matéria sobre o salto no número de EBs no Brasil, de 145 em 2007 para 180 em 2009, registrando assim um aumento de 24% no período. Mesmo com todo esse crescimento, as EBs atuam no mercado nacional sem uma legislação específica que as regulamente e sem a orientação das Secretarias de Educação de cada estado. Nem mesmo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, LEI 9394/96, prevê com clareza a situação das mesmas no Brasil. Um exemplo claro desta situação no país é o parecer do Conselho Estadual de Educação de São Paulo ao conceder à Escola Suiço-Brasileira a autorização de funcionamento, não mais como Curso Experimental Bilíngue, e sim, como Ensino Básico Regular.

No presente caso, constata-se que a requerente foi autorizada a funcionar como Curso Experimental Bilíngüe, em caráter de experiência pedagógica, quando estavam em vigor as Leis Federais números4.024/61 e 5.692/71. Porém, com o advento da nova LDB – Lei Federal nº 9.394/96 – a competência das escolas para formular e executar suas propostas pedagógicas ficou clara: respeitada a base nacional comum, os sistemas de ensino e as unidades escolares têm autonomia para organizar o currículo de acordo com “as características regionais e locais da sociedade, da cultura, da economia e da clientela.” (Artigo 26). A Indicação CEE nº 21/97, acima citada, destacou bem esses princípios flexibilizadores da LDB e concluiu que as experiências pedagógicas autorizadas por este Conselho, nos termos da Lei Federal nº 9394/96, são consideradas como projetos pedagógicos regulares. Os cursos ministrados pela escola devem perder a denominação “experimental”.(http://www.ceesp.sp.gov.br/Pareceres/pa_447_02.htm)

Penso então que devemos nos preocupar com esses dados e exigir dos órgãos competentes que prestem atenção às novas tendências mundiais e elaborem diretrizes que atendam às necessidades das escolas bilíngues no Brasil. Devido à complexidade que envolve o assunto, não me deterei a tais questões, pois pretendo discutir sobre o ensino e a aprendizagem da língua portuguesa para estrangeiros no contexto da EB (Português/Inglês), mais precisamente, na capital federal. Deixo esta questão em aberto para que seja analisada e refletida pelos leitores e pesquisadores, e quem sabe estudos futuros possam explicar melhor a situação na qual se encontram as EBs no Brasil.

No que se refere ao contexto da EB, é preciso compreender que muitas são suas especificidades, e que toda a estrutura da escola é organizada e planejada com o foco voltado ao ensino e a aprendizagem das línguas oferecidas. O contexto escolar é diferenciado do contexto de escolas públicas, particulares e de cursos de idiomas, uma vez que a diversidade cultural é o fator chave na EB. Ao conviver com múltiplas culturas, nacionalidades e línguas, alunos e professores vivenciam experiências de ensino e de aprendizagem únicas. Além disso, a proposta pedagógica, os programas de ensino e os currículos são diferenciados, mas atendem rigorosamente à todas as exigências dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs). O calendário é internacional, a carga horária é maior e os professores são altamente capacitados. Normalmente, as EBs investem em cursos de formação contínua para o corpo docente. Todos estes itens são fundamentais para que a EB seja considerada um exemplo de educação de qualidade, principalmente no Brasil.

De acordo com Hamayan e Freeman (2005, p. 251)[2]“educação bilíngue é um programa educacional bem planejado que utiliza duas línguas para propósitos instrucionais.” E segundo a enciclopédia virtual Wikipédia[3], “(…) educação bilíngue envolve ensinar o conteúdo acadêmico em duas línguas, na língua nativa e na segunda língua com quantidades variáveis de cada língua utilizada de acordo com o modelo do programa”.

É importante mencionar que as EBs, quando credenciadas como escolas internacionais, recebem periodicamente a visita de especialistas em educação de diversos países, que verificam se a escola está funcionando de acordo com padrões internacionais de educação. É exigido da escola um plano de desenvolvimento contínuo, com metas estabelecidas e que devem ser cumpridas dentro do prazo estipulado, garantindo, assim, uma constante preocupação em: melhorar, inovar e atualizar os programas e currículos;  expandir a estrutura física da escola; e oferecer capacitação contínua ao corpo docente. Acredito que é justamente essa preocupação com a qualidade da educação que falta aos demais contextos escolares mencionados anteriormente, para que os processos de ensino e aprendizagem sejam realmente efetivos e reais em todos os aspectos. Visto que as EBs não recebem apoio e orientação dos órgãos governamentais, é preciso buscá-lo em organizações internacionais, tais como o AdvancED[4], por exemplo, que trabalha com o credenciamento de escolas para que se tornem internacionais. Outro fator importante de ser compreendido no que se refere ao contexto da EB é com relação à diversidade cultural que existe dentro e fora da sala de aula de Português para estrangeiros. Na capital federal se observa um grande contingente de famílias de estrangeiros que residem na cidade por um período mínimo de dois anos, os quais, em sua maioria, são funcionários das embaixadas. Em uma única sala de aula há alunos oriundos de países como Sudão, Nigéria, Egito, Peru, Hungria, Holanda, Argentina, Inglaterra, Estados Unidos, França, Portugal, Itália, Canadá, entre muitos outros. Muitos desses alunos estão aprendendo a língua portuguesa como segunda língua, enquanto outros estão aprendendo-a como língua adicional. São comuns alunos que já são bilíngues e estão aprendendo na escola mais duas línguas, o Inglês e o Português. Diante desta realidade, o professor de Português para estrangeiros precisa saber lidar com a diversidade cultural presente na sala de aula, bem como planejar suas aulas de forma a atender as necessidades individuais de cada aluno, respeitando seus estilos de aprendizagem, suas vivências e experiências de aprendizagem em outras línguas e suas possíveis dificuldades com os padrões da língua portuguesa.

3     Português para estrangeiros no contexto da EB

A sala de aula de Português para estrangeiros é um universo repleto de curiosidades, desafios e conquistas. O professor de PSL/PLA precisa saber lidar com a diversidade cultural, bem como respeitar toda a bagagem cultural e experiências de vida que os alunos trazem à sala de aula.

Os aspectos culturais estão fortemente envolvidos no processo de ensino e aprendizagem da língua alvo e precisam ser valorizados e respeitados. Ao entrar em contato com a língua portuguesa e ao vivenciar essa nova cultura, os alunos estrangeiros começam a se sentir mais pertencentes ao meio no qual estão inseridos, e logo estabelecem relações sociais e afetivas com os alunos brasileiros. Concordo com Almeida Filho (2002, p. 210) quando o autor afirma que,

“o lugar da cultura é o mesmo da língua quando essa se apresenta como ação social propositada. A experiência com e na língua-alvo em atividades envolventes e tidas como relevantes pelos alunos favorece o trabalho pela consciência cultural do outro e da própria L1 na aquisição de uma nova língua”.

Os alunos estrangeiros iniciam o processo de aprendizagem da língua portuguesa em uma turma especial, onde desenvolvem suas habilidades linguísticas em Português, por meio de atividades diferenciadas. Os conteúdos são organizados em um mapa curricular que é seguido de acordo com o ano em que o aprendiz se encontra matriculado. Para cada ano letivo, os alunos são agrupados de acordo com seu nível de conhecimento na língua portuguesa, visto que alguns alunos já possuem certo conhecimento da língua-alvo. Um caso muito comum na escola é o de famílias que moraram no exterior por um determinado tempo, tiveram seus filhos em outro país, e por isso as crianças aprenderam outra língua como materna. Ao retornar ao Brasil, estas crianças não são fluentes em Português e, ainda, precisam ser alfabetizadas na língua portuguesa para que possam freqüentar as aulas nas turmas regulares. Além destes casos, há os estrangeiros que não conhecem a língua. Por isso, os alunos são agrupados em quatro níveis diferentes para que possam receber instrução individualizada e de acordo com suas necessidades.

Sendo assim, os alunos estrangeiros são preparados para atingir altos níveis de proficiência e fluência na língua-alvo. O principal objetivo das aulas de PSL/PLA, nas turmas especiais para estrangeiros é promover situações reais de comunicação dentro e fora da sala de aula. Os alunos desenvolvem atividades de estudo do meio, com pesquisa de campo, onde visitam diversos lugares na cidade, tais como Palácio do Planalto, teatros, museus, bibliotecas, supermercados, entre outros. Como os alunos estão inseridos num contexto de imersão na língua portuguesa, suas oportunidades de comunicação na língua-alvo são reais, possuem significado e acontecem diariamente na rotina escolar. Almeida Filho (2007, p. 102) afirma que,

“(…) é na comunicação verdadeira, linguisticamente intensa, afetivamente envolvente e veiculada na própria língua-alvo que vai se construir no aprendiz uma competência comunicativa na nova língua.”

Os alunos estrangeiros que permanecem na EB até o último ano do Ensino Médio se submetem ao exame de proficiência em Português para estrangeiros, o CELPE-Bras. O Certificado de Proficiência em Língua Portuguesa para Estrangeiros foi desenvolvido pelo Ministério de Educação (MEC) e tem sido utilizado por muitos estrangeiros como comprovação de proficiência na língua portuguesa.

A realização deste exame de proficiência é de fundamental importância para os alunos estrangeiros que concluem seus estudos na EB (Português/Inglês), pois segundo Rottava (2008, p. 245) o CELPE-Bras é o único exame brasileiro de proficiência em Português para Estrangeiros/Português como Língua Estrangeira certificado e oficialmente reconhecido. Internacionalmente, é aceito por empresas e instituições acadêmicas como prova de competência em PE. No Brasil, as universidades exigem o exame para que alunos estrangeiros possam se matricular em programas de graduação e pós-graduação.

A EB possui vários alunos estrangeiros que finalizam o Ensino Médio na escola e alguns conseguem, inclusive, ingressar em universidades no Brasil. Acredito que esses resultados atingidos pelos alunos comprovam a seriedade e o compromisso da EB em realmente formar e preparar cidadãos capazes de realizar seus sonhos e atingir seus objetivos em qualquer lugar do mundo.

Para que o professor de Português para estrangeiros consiga atingir o resultado esperado no ensino da língua alvo, é preciso ter criatividade e muita vontade de ensinar, além é claro das competências que o professor de línguas precisa possuir e desenvolver continuamente. Pretendo comentar sucintamente sobre alguns dos desafios que o professor de PSL/PLA encontra em sua prática diária no contexto da EB (Português/Inglês).

4     Desafios no ensino de Português para estrangeiros

O ensino de Português para estrangeiros oferece muitos desafios aos professores e à escola como um todo. Considero como desafios toda a questão cultural envolvida no processo de ensino e aprendizagem, as relações com a família dos alunos estrangeiros, e principalmente no que se refere aos livros e materiais didáticos disponíveis no mercado para o ensino de PLE.

Os livros e materiais didáticos que veiculam a língua e a cultura brasileira em língua portuguesa para estrangeiros precisam estar adequados ao contexto de ensino, ou seja, os materiais de PLE para a EB devem ser diferenciados, pois os alunos estão em um contexto de imersão na língua-alvo. Compartilho as ideias de Pacheco (2006, p. 25) quando a autora afirma que no exercício de regência de turmas de PLE, em turmas com alunos de nacionalidades distintas, (…) a prática demonstra necessidades e interesses diferenciados dos aprendizes. Essa constatação ajuda a descortinar as distintas formas de lidar com o aprender PLE de cada estrangeiro, o que vai demandar escolhas distintas no que tange a estratégias de ensino, abordagem e métodos, tipos de recursos a serem explorados, os MDs a serem utilizados.

Devido aos poucos livros e materiais apropriados e adequados ao contexto escolar e aos aprendizes, a EB adapta o uso de vários livros de português para estrangeiros, em sua maioria livros que não são específicos para o ensino de crianças. Vale ressaltar que além destes materiais a professora de PLE prepara muitos materiais didáticos, exercícios, e ainda utiliza como complemento um livro de português como língua materna para alunos do primeiro ao quinto ano do ensino fundamental. Diante destas observações, aponto aqui a necessidade de pesquisas futuras sobre a elaboração de materiais e livros didáticos apropriados ao ensino de PLE, respeitando a faixa etária, a diversidade cultural dos alunos estrangeiros e adequados ao contexto de cada escola, seja ela uma escola regular pública, privada, bilíngue ou internacional.

Considerações Finais

O ensino de PLE na EB é assunto interessante aos pesquisadores em LA, visto que ainda há muito campo para novos estudos e pesquisas. Percebo a complexidade de tal assunto, bem como sua relevância para o contexto mundial em se tratando de ensino de línguas em um mundo globalizado. Após discutir brevemente sobre vários tópicos relacionados ao ensino de Português para estrangeiros no contexto da EB no Brasil, mais especificamente na capital federal, compreendo que o assunto não se esgota tão facilmente, pelo contrário, mais dúvidas e questionamentos aparecem.

Cada vez mais as escolas deverão estar preparadas para receber alunos estrangeiros em suas salas de aula, visto que o Brasil tem sido escolhido como pátria, temporária ou permanente, por muitas famílias estrangeiras. Ao considerar o mundo como uma real Aldeia Global, entendo que as fronteiras devem ser desfeitas e as culturas devem ser acolhidas com respeito. Sendo assim, o ensino de PLE nas escolas brasileiras, não somente nas EB, mas em todos os contextos educacionais onde houver aluno estrangeiro, deve ser (re)avaliado, (re)estruturado e (re)pensado com o foco no real aprendizado do Português do Brasil.

 

Referências Bibliográficas

ALMEIDA FILHO, J. C. P. (Org.). Parâmetros atuais para o ensino de Português como língua estrangeira. Campinas: Pontes, 1997.

_____. Projetos iniciais em Português para falantes de outras línguas. Campinas: Pontes, 2007.

_____. Língua além de cultura ou além de cultura, língua? Aspectos do ensino da interculturalidade. In: CUNHA, M. J. C., SANTOS, P. (Org.). Tópicos em Português Língua Estrangeira. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 2002, p. 209-215.

Definição de bilingual education. Wikipedia on-line. Disponível em: ˂http://en.wikipedia.org/wiki/Bilingual_education˃. Acesso em: 13 jun. 2010.

Cresce procura por escolas bilíngues no País.Net, São Paulo, jan. 2010. Jornal O Estado de São paulo, Seção Educação. Disponível em: ˂http://www.estadao.com.br/noticias/geral,cresce-procura-por-escolas-bilingues-no-pais,499839,0.htm˃. Acesso em: 22 jan. 2010.

HAMAYAN, E.; FREEMAN, R. English Language Learners at School: a guide for administrators. Philadelphia: Caslon Publishing, 2006.

Informações sobre AdvancED disponível em: ˂http://www.advanc-ed.org˃. Acesso em: 13 abril 2011.

ISKANDAR, J. I. Normas da ABNT: comentadas para trabalhos científicos. 4.ed. Curitiba: Juruá, 2009.

MEDEIROS, V.; PACHECO, D. Os manuais de ensino e o lugar do professor de Português como segunda língua. Horizontes de Linguística Aplicada, Brasília, vol. 4, n. 2, p. 23-34, nov. 2005.

Ministério da Educação, Celpe-Bras. Disponível em: ˂http://portal.mec.gov.br/index. php?option=com_content&view=article&id=12270&ativo=519&Itemid=518˃. Acesso em: 29 nov. 2010.

PACHECO, D. G. L. C. Português para estrangeiros e os materiais didáticos: um olhar discursivo. Rio de Janeiro, 2006. 335 p. Tese (Doutorado em Letras). Curso de Pós-graduação em Letras do Instituto de Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Parecer do Conselho Estadual de Educação de São Paulo. Disponível em: www.ceesp.sp.gov.br/Pareceres/pa_447_02.htmAcesso em: 28 fev. 2011.

RAJAGOPALAN, K. Por uma lingüística crítica: linguagem, identidade e a questão ética. São Paulo: Parábola Editorial, 2003.

ROTTAVA, L. Brazilian Portuguese as Foreign/second Language: an overview. In:ORTIZ ALVAREZ, M. L.; SILVA, K. A.Perspectivas de investigação em Linguística Aplicada. Campinas: Pontes, 2008, p. 245-266.

http://www.advanc-ed.org



[1]No decorrer do artigo, as palavras escola bilíngue serão representadas pela abreviação EB.

[2]No original: “bilingual education is a well-planned educational program that uses two languages for instructional purposes”(HAMAYAN & FREEMAN, 2005, p. 251).

[3]No original: “bilingual education involves teaching academic content in two languages, in a native and secondary language with varying amounts of each language used in accordance with the program model” (http://en.wikipedia.org/wiki/Bilingual_education).

[4]O AdvancED é uma organização composta pela North Central Association Commission on Accreditation and School Improvement (NCA CASI)Southern Association of Colleges and Schools Council on Accreditation and School Improvement (SACS CASI)que realiza o credenciamento de escolas para que se tornem internacionais, visando altos níveis de excelência em educação.

4 comentários

  1. Selma, gostaria de estreitar a comunicação com você. É sempre bom conversar com estudiosos da área e trocar algumas ideias sobre educação bilíngue. Tenho outro artigo publicado na Revista Desempenho da Universidade de Brasília sobre Avaliação Formativa no contexto da escola bilíngue. A pesquisa ficou muito interessante!!

    REVISTA DESEMPENHO – VOL. 9 NÚMERO 2 12/2008
    Plantando boas sementes, colhendo bons frutos: a avaliação formativa enquanto meta do processo de ensino-aprendizagem de uma LE no contexto de uma escola bilíngue
    Bruna Lourenção Zocaratto, Elisa Neves, Helena Santiago e Maria Eugênia Sebba F. de Andrade

    Segue link do artigo:

    http://www.let.unb.br/rd/index.php?option=com_content&view=article&id=76:plantando-boas-sementes-colhendo-bons-frutos-a-avaliacao-formativa-enquanto-meta-do-processo-de-ensino-aprendizagem-de-uma-le-no-contexto-de-uma-escola-bilingue&catid=80:volume-9-no-2-dezembro-de-2008&Itemid=73

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  2. Parabéns, Elisa! Sua pesquisa ficou ótima. Que bom que você se interessou por PSL e bilinguismo, é uma área de estudo inovadora. Fico lisonjeada por ter contribuído para sua coleta de dados.
    Um abração!
    Saudades!
    Ana Paula Serejo.

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  3. Que bom, Elisa, que você gostou.
    Li seu texto e achei que valia a pena compartilhá-lo. Parabéns pela escrita muito oportuna, e espero que continue produzindo para compartilhar conhecimentos sobre esta área.
    Abraço,
    Selma

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  4. Fiquei muito satisfeita em saber que meu trabalho está sendo divulgado!
    Espero que os leitores apreciem o texto!
    Boa leitura

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