Elisabete Villibor Flory


Elizabete Flory é Doutora em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano pela Universidade de São Paulo (IP-USP),e Mestre em Psicologia Social e graduada em Psicologia pela Universidade de São Paulo. É psicóloga clínica e atua como orientadora educacional no Colégio Humboldt e como professora convidada no COGEAE-PUC-SP. Atua principalmente nas áreas de bilinguismo, desenvolvimento infantil, epistemologia genética, identidade psicossocial e transtornos severos do comportamento.

Conheça alguns de seus trabalhos abaixo:

FLORY, Elisabete Villibor. Influências do bilingüismo precoce sobre o desenvolvimento infantil: uma leitura a partir da teoria da equilibração de Jean Piaget. Tese de Doutorado, Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo, São Paulo, 2009

A partir de revisão de literatura sobre as influências do Bilingüismo precoce sobre o desenvolvimento infantil, foram selecionados os seguintes temas a serem analisados à luz da teoria da equilibração, de Jean Piaget: (1) antecipação da percepção da relatividade entre signo e referente no real, (2) intensificação do controle inibitório e (3) antecipação da entrada no pensamento operatório. O objetivo deste trabalho é demonstrar que a teoria da equilibração, um modelo explicativo para a construção dos sistemas cognitivos, permite a compreensão tanto das vantagens no desenvolvimento cognitivo relacionadas ao Bilingüismo Aditivo, quanto de possíveis desvantagens relacionadas ao Bilingüismo Subtrativo. No primeiro caso, o ambiente bilíngüe representaria um grande número de negações primárias no campo das línguas, o que funcionaria como um ponto de partida para que o sujeito construísse reequilibrações, ampliando e, ao mesmo tempo, conservando seu sistema cognitivo no campo da linguagem verbal. O segundo caso (Bilingüismo Subtrativo) é interpretado a partir da perspectiva piagetiana, segundo a qual o valor atribuído à meta é fundamental para que um desequilíbrio configure-se como ponto de partida para reequilibrações do sujeito, estas sim, fontes reais de progresso: neste estudo, tanto a aquisição das duas línguas quanto as vantagens cognitivas, interpretadas como fruto do funcionamento da equilibração dos sistemas de conhecimento do mundo. O contexto subtrativo implica a desvalorização da língua e cultura de origem. Para esta análise, propõe-se uma aproximação entre o conceito de valorização afetiva de Piaget e o valor utilizado como critério no modelo de estratégias de aculturação de Berry, com a ressalva de que, consonante com a perspectiva piagetiana, a valorização a que nos referimos é aquela feita pelo sujeito, não necessariamente igual à do ambiente em que vive. Portanto, conclui-se que as interações bilíngües podem representar uma intensificação da demanda do ambiente por reequilibrações no campo da linguagem verbal, intensificando o trabalho de elaboração dos caracteres negativos e, com isso, antecipando o desenvolvimento cognitivo em alguns aspectos. Tais conseqüências também podem ser expressas em termos de um aumento de condutas e , que implicam a ampliação e conservação simultâneas da estrutura cognitiva. Porém, tais resultados dependem de situações contingenciais, por exemplo, ligadas ao valor atribuído pelo indivíduo à meta a ser superada, ou, em outras palavras, ao desequilíbrio a ser compensado. Em casos de valorização negativa, as vantagens cognitivas podem não acontecer. Com o intuito de ilustrar possíveis estudos práticos a partir desta tese teórica, é apresentada uma proposta de pesquisa empírica que relaciona o desempenho em diferentes provas piagetianas – analisadas à luz da teoria da equilibração – às estratégias de aculturação, obtidas via entrevista com a criança e questionário para os pais.

Agência USP de Notícias – Publicado em 30/julho/2009

Uma pesquisa do Instituto de Psicologia (IP) da USP analisou a influência do bilinguismo precoce sobre o desenvolvimento cognitivo de crianças. Em sua tese de doutorado, a psicóloga Elizabete Villibor Flory analisou as vantagens e desvantagens do bilingüismo infantil a partir da teoria da equilibração do psicólogo suíço Jean Piaget.

FLORY, Elisabete Villibor. Relato de experiência em Instituição européia que se propõe a apresentar uma “mudança de paradigma”  no cuidado à pessoa com deficiência mental. Revista Contrapontos – volume 5 – n. 2 – p. 447-465 – Itajaí, set/dez 2005

RESUMO:

Este trabalho apresenta um relato de uma experiência vivenciada na Alemanha, com base nos  fundamentos teóricos da Gestalt Psicoterapia Integrativa. Tal experiência pretende, pela divulgação de uma proposta inovadora, mudar a postura no atendimento à pessoa com deficiência mental. O relato enfatiza a pertinência do trabalho em equipe e da intervenção diferenciada junto ao grupo.

FLORY, Elizabete Villibor; RAMOZZI-CHIAROTTINO, Zélia.A relação figura-fundo e as estruturas infra-lógicas na construção da identidade psicossocial de pessoas com transtornos severos do comportamento. Bol. Psicol; 56(125):171-187, jul.-dez. 2006.

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