Sem noção! Querem tirar Inglês do currículo das escolas públicas no Brasil


Em um momento quando a globalização e o contato entre pessoas de várias origens exige conhecimento de línguas…

Enquanto muitos países se preocupam em ensinar Inglês como língua franca, e investem pesadamente em educação…

Enquanto os universitários brasileiros não conseguem aproveitar uma das milhares de bolsas de estudo no exterior oferecidas pela Capes…

Quando o Brasil se coloca como uma das maiores economias do mundo…

Quando dois eventos esportivos tem potencial para trazer milhares de turistas ao país…

Vem um infeliz com a ideia (estapafúrdia!) de retirar o ensino de inglês das escolas públicas!

Qual seu argumento? Bom, se os alunos não aprendem mesmo, é melhor tirar a matéria. Nada de aumentar a carga horária, valorizar o professor, proporcionar oportunidades de formação, buscar métodos e materiais mais adequados… Pra que ter trabalho? Acaba com o inglês. E se esse raciocínio prevalece, que tal acabar com as outras matérias também? Afinal, a educação no Brasil está longe de atingir os objetivos que um país desse porte merece.

Em um país com gritantes e vergonhosas desigualdades, as crianças que mais precisam, aquelas que dependem das escolas públicas para ter acesso à educação, seriam as mais prejudicadas se esse deputado conseguir levar adiante uma ideia dessas. E o abismo que separa aqueles que podem pagar por cursos e aulas e aqueles que não têm esse recurso aumentaria mais.

Mais desemprego. Menos produção de conhecimento. Mais desigualdade e criminalidade. Menos futuro para o país.

Que tal exercer nossa cidadania e entrar em contato com este cidadão para dizer o que pensamos?

Língua Inglesa pode ser retirada do currículo escolar: Projeto considera o ensino da disciplina irrelevante

Fonte: Em Tempo (AM) – originalmente publicado no site Todos pela Educação

A língua inglesa pode ser retirada do currículo Escolar brasileiro a partir de 2015, se a Câmara dos Deputados, em Brasília, aprovar um projeto que considera o Ensino da disciplina irrelevante, ou seja, sem nenhuma importância para o currículo educacional.

O projeto inicial do deputado federal Francisco Praciano (PT), membro titular da comissão especial que foi criada para promover, apresentar e debater propostas para a reformulação do Ensino médio, foi aprovado ontem.

A comissão parlamentar pede ainda uma audiência pública para debater o que o Praciano chamou em seu relatório de “notório fracasso do processo de Ensino-aprendizagem de língua estrangeira nas Escolas do Ensino médio do nosso país”.

No pedido de audiência pública, o deputado amazonense transcreveu alguns trechos dos parâmetros curriculares nacionais para o Ensino médio, mas criticou severamente a forma como a disciplina vem sendo lecionada em sala de aula.

“É público e notório o descaso com o Ensino de língua estrangeira nas Escolas do Ensino médio. Na verdade, o inglês é hoje um mero acréscimo, principalmente nas Escolas da rede pública, onde tem carga horária reduzida, deficiência quanto à formação de Professores, ausência de um ambiente propício para o aprendizado da língua em razão, principalmente, da superlotação das salas de aula, além de material didático reduzido, que em regra se resume ao pincel e livro didático”, criticou o parlamentar.

Segundo o secretário do Fórum de Educação do Amazonas, Paulo Henrique Gravata, criticou a atitude do parlamentar, explicando que a retirada da disciplina pode significar em um duro golpe aos cerca de 800 profissionais que são formados todos os anos pelos centros de Ensino superior no Estado.

Gravata explicou ainda que, de acordo com a nova Lei de Diretrizes e Bases (LDB), o Ensino de língua estrangeira é obrigatório no Ensino fundamental a partir do 5º ano, mas deixa brechas quando diz que a lei deve ser cumprida dentro das disponibilidades da instituição, sendo assim não está havendo a motivação necessária para o Ensino de uma segunda língua no Ensino público, havendo assim um desinteresse do próprio Aluno em relação à presença na grade curricular.

“Se for aprovada essa retirada, o resultado mais imediato é a redução no total de empregos disponíveis na capital e interior. Por isso entendemos que, em vez de retirar a língua inglesa, deveria se pensar em ampliar os investimentos na qualidade do Ensino dessa disciplina”, criticou.

Atuando na área há 10 anos pelo Estado, o Professor Carlos Eduardo Fontenelle, também foi um dos que criticaram a falta de estrutura dada à disciplina. Segundo ele, os graduados na língua não se sentem motivados a seguirem com a sua formação para obterem mais sucesso em sala de aula, o que contribui também para a decadência da disciplina.

“Mas muitas vezes o Professor de inglês não é fluente na língua, limitando assim seus recursos, utilizando deste modo a gramática e a tradução de uma maneira isolada, o que torna a aula monótona, pois não utiliza os recursos para motivarem os Alunos, de modo que eles acabam se desinteressando pela disciplina”, explicou.

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Acabei de enviar uma mensagem na página do deputado com minha opinião, e sugiro a você fazer o mesmo. Afinal, cidadania não é só votar: é também acompanhar e cobrar o trabalho daqueles que deveriam ser representantes da sociedade e defensores de nossos interesses coletivos. O contato do deputado na Câmara está aqui. 

Se quiserem ver o que escrevi (que é basicamente o texto deste post) leia o pdf: Fale com o Deputado — Portal da Câmara dos Deputados

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Leia também:

Porque o Brasil precisa aprender inglês, ou bilinguismo urgente!

Falar mais de uma língua é uma questão de sobrevivência

8 comentários

  1. estou muito triste e desapontado com este cidadão que eu gostaria que não estivesse nos quadros do “PT”pois isto macula o partido mais do que já está. Será que o inconsequente não pensou que isto é o cúmulo da exclusão social? Ah,pensou sim,que isto é cortar o direito dos menos favorecidos? certamente que pensou também, então por que esta ideia tão absurda,estúpida e mesquinha,isso mesmo,mesquinhez,isto explica tudo,o pobre,digo o “nobre”deputado,só pensa nele mesmo. pessoas assim, e podem me corrigir se eu estiver equivocado,não servem para representa o interesse público. É isso.

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  2. Olá Selma…Estou fazendo meu trabalho de conclusão do curso de pedagogia sobre educação bilíngue e estou tentando acessar essa matéria pelo site que você sita, mas não estou conseguindo. Você poderia me passar o link?
    muito obrigada,

    Keila

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  3. É MUITA IGNORÂNCIA, DESCASO, FALTA DE CONSCIÊNCIA E BURRICE MESMO DA PESSOA (QUE PRA MIM É UM TREMENDO INFELIZ), CHEGAR A ESTE PONTO! QUE SE PREOCUPE COM COISAS MAIS URGENTES E ESSENCIAIS, COMO MELHORIA NA SAÚDE, EDUCAÇÃO, SEGURANÇA.. DO QUE EM MEXER ALGO FUNDAMENTAL PARA O FUTURO DO PAÍS: CONHECIMENTO, EDUCAÇÃO E INSTRUÇÃO. AFINAL, É ISSO QUE O PAÍS QUER: PESSOAS MENOS INSTRUÍDAS E SEM CONHECIMENTO DE SEUS DIREITOS E DEVERES. ASSIM, É MUITO MAIS FÁCIL MANIPULAR E ROUBAR. JÁ, SERES INTELIGENTES E ESTUDADOS, QUESTIONAM, REFLETEM, DISCUTEM… AÍ FICA MAIS DIFÍCIL DE SEREM ENGANADOS OU MANIPULADOS. PARABÉNS, INFELIZ! QUE IDEIA GENIAL A SUA! IA DEIXAR PASSAR MAS, COMO CIDADÃ BRASILEIRA, SENTI NECESSIDADE DE DIZER ESTAS PALAVRINHAS…

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  4. Num mundo guiado pela quebra das fronteiras, em que o local e o global se intercalam todo o tempo, em que aprendemos a conviver com a divergência, em que a informação e a participação cidadã é otimizada pelos letramentos digitais e novas tecnologias, e em que o inglês é World Englishes, International Language , língua franca… cassar o direito do aluno da escola pública ao acesso à essa língua é contribuir para a manutenção das diferenças, da exclusão social e da elitização da educação. Não podemos mais aceitar isso.
    Lugar de aprender inglês é na escola pública, sim!

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