Quatro novas instituições vão compor o Escolas de Fronteira


Originalmente disponível no portal do MEC (Clique aqui para ir para a publicação original)

Quinta-feira, 13 de maio de 2010 – 15:26

Mais quatro escolas de ensino fundamental, sendo duas do Brasil e duas do Paraguai, ingressam este ano no programa Escolas Interculturais Bilíngues de Fronteira. O programa, que começou a ser executado em 2005, com escolas brasileiras e argentinas, e em 2007 foi incorporado ao Setor Educacional do Mercosul, reúne hoje também escolas do Uruguai, Paraguai e Venezuela.

O ingresso das escolas brasileiras – Pedro Afonso Pereira Goldoni e Professora Geni Marques Magalhães, ambas de Ponta Porá (MS) – e das escolas paraguaias – Capitan Pedro Juan Caballero e San Afonso, da cidade de Pedro Juan Caballero – está previsto para agosto próximo. Cada escola entra na experiência com três turmas do primeiro ao terceiro ano do ensino fundamental.

Um diagnóstico sociolinguístico vai preceder a entrada das escolas no programa. O diagnóstico auxilia os ministérios da educação dos países envolvidos na ação a conhecer as condições de uso das línguas portuguesa, espanhola e guarani na linha da fronteira, por alunos, pais, educadores e as comunidades do entorno.

Dados do Instituto de Investigação e Desenvolvimento em Política Linguística (Ipol), que coordena o programa no lado do Brasil, mostram que o Escolas de Fronteira reúne cinco países – Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Venezuela. No conjunto, são 24 escolas de 20 cidades. Participam das atividades 60 professores e cerca de 4 mil alunos de 111 turmas do primeiro ao quinto ano do ensino fundamental, conforme tabela.

Rosângela Morello, do Ipol, informa que os educadores que atuam no programa recebem assessoria pedagógica para elaborar projetos de ensino-aprendizagem; participam de encontros bilaterais duas vezes por ano para tratar de temas da prática do intercâmbio; e de seminários anuais com palestras e oficinas, e para troca de experiências e exposição de trabalhos.

O desafio do programa, segundo o Ipol, é a criação de um modelo de ensino comum, com gestão compartilhada, tendo por foco o bilinguismo e a interculturalidade. “Estas características colocam o docente numa relação direta com o outro, a outra escola, fazendo com que ele tenha que reconsiderar suas práticas para aprender um pouco daquilo que o outro ensina”, explica Morello.

Para executar modelos de ensino comuns entre as escolas parceiras da experiência, e para que um país não imponha seu modelo, no Escolas de Fronteira a participação dos alunos é relevante. Por exemplo, o professor pede que os estudantes sugiram algum problema da comunidade e, juntos elaboram um mapa das atividades a serem desenvolvidas. Essa perspectiva de trabalho é sentida pelo docente como uma grande mudança, segundo o Ipol, uma vez que o educador está habituado a pautar sua aula em um plano previamente definido e válido para todas as turmas.

Programa – No Escolas de Fronteira, estudantes dos anos iniciais do ensino fundamental têm aula, uma vez por semana, com professores do país vizinho. Os alunos ficam na escola e os professores atravessam a fronteira para dar aula. O intercâmbio de escolas dos cinco países tem os objetivos de estreitar laços educacionais e culturais e desenvolver uma consciência favorável à integração regional.

Ionice Lorenzoni

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