Preconceito linguístico, sexismo, colonialismo e preconceito social num pacote só: o desserviço prestado pela Open English


Ao longo de anos e anos de pesquisas e estudos profissionais e pesquisadores das áreas de ensino de línguas têm comprovado que a ideia de que um “falante nativo” de uma língua é melhor qualificado para ensiná-la do que um falante “não nativo” é uma falácia, baseado em um preconceito que causa mais danos do que benefícios aos alunos e à sociedade em geral. E por que?

1) Porque ninguém sabe exatamente o que significa “nativo”.

Nativo quer dizer “nascido em”. Assim, um falante nativo de Português seria todo aquele nascido no Brasil e que aprendeu a falar a língua desde cedo.  Mas todos os brasileiros falam do mesmo jeito? E todos estão capacidados a ensinar a língua portuguesa apenas porque a falam como primeira língua?

2) Porque não basta saber a língua para ensiná-la

Se fosse assim, ninguém teria aula de português na escola. O conhecimento prático e intuitivo sobre a língua é completamente diferente da reflexão e análise sobre a língua, sua forma, estrutura, características, estilos, gêneros, idiossincrasias. É preciso conhecer a língua de um ponto de vista científico-acadêmico, de quem a estuda em profundidade.

3) Porque ser professor não é para qualquer um

Não é porque se sabe algo que se está automaticamente preparado para ensiná-lo. É preciso compreender como as pessoas aprendem – estudando psicologia do desenvolvimento, teorias de aquisição de línguas – e como se ensina melhor – estudando didática, metodologia de ensino. Assim a aula será mais efetiva e o aluno realmente aprende porque entende, se apropria e se motiva a aprender mais.

Era de se esperar que os argumentos acima fossem óbvios, mas infelizmente parece que ainda não. É o que mostra a (péssima) propaganda de uma escola de inglês on-line chamada Open English. Veja só:

(O vídeo foi retirado do Youtube e de outros sites após decisão do CONAR – veja aqui)

Os preconceitos são tão evidentes e construídos de forma tão tosca que vale a pena pontuar:

1) “Estes dois querem falar inglês”: o vídeo mostra dois jovens, um caracterizado de forma a ter sua imagem associada com a de “nerd”: camisa fechada, postura curvada, cores sóbrias, cheio de livros nas mãos, enquanto o outro parece “descolado”: postura ereta, camisa aberta, cores mais chamativas, computador nas mãos: ”Um vai a uma escola tradicional, o outro faz Open English” (curiosamente, com uma pronúncia bem distante do padrão do inglês!). “Um passa uma hora no trânsito até chegar na escola toda segunda à noite”, enquanto surge a expressão entediada do jovem no carro. ”O outro aprende on-line a qualquer hora do dia”, enquanto surge o rosto sorridente diante do computador.

Agora começa mesmo a apelação: “Um tem aulas com a Joana”: a imagem mostra o jovem cuja imagem foi construída como a de um “nerd” sentado sozinho em uma classe, com olhar entediado, enquanto uma senhora gordinha, com roupas sóbrias e cabelos comuns aparece, e escreve uma palavra na lousa. E de um conjunto de milhares de palavras disponíveis na língua, qual é a escolhida? “Chicken”, escreve a atriz, pondo-se a imitar uma galinha e cacarejar. A ridicularização da professora “não-nativa” é óbvia, e para continuar, a narração prossegue: “…que estudou inglês em Buenos Aires”. Uma pausa na narração e um close, em câmera lenta, do rosto da atriz cacarejando completa  quadro tosco, apelativo, de péssimo gosto e que constrói discursivamente, por meio da interação entre o texto falado e a imagem apresentada, o estereótipo do professor falante de inglês como segunda língua  como incompetente, ridículo e chato.

E o vídeo continua: “O outro fala ao vivo com Jenny, sua professora na Califórnia”. A imagem mostra o jovem sorridente, com o computador no colo e uma postura descontraída, enquanto seu computador mostra uma atriz mais jovem, loira, magra, (que obviedade!) com uma camiseta justa onde se lê o nome da escola, e que diz: “E você, qual a sua história?”, em Português com sotaque bem marcado do inglês.

O vídeo termina com a narradora dizendo o nome da escola novamente com um sotaque bem distante da pronúncia padrão de um falante não nativo, no típico estilo”faça o que eu digo mas não faça o que eu faço”>

O mais notável é que em apenas 31 segundos este vídeo consegue ser tão ruim ao ponto de apresentar tantos estereótipos – além da defesa sem base de um professor “nativo” como melhor. Vejamos:

1) É sexista: um padrão de beleza estereotipado é imposto, contrastando as duas atrizes: a “loira gostosa” com a “morena gordinha”. A posição da docência é feminina, e a apreciação da competência da professora pelo aluno – do sexo masculino – passa pelo critério estético.

2) É excludente: ou você é um “nerd” bitolado e sem traquejo social, ou você é um “descolado” espertinho que leva vantagem.

3) Mantém uma visão colonialista de que o que é estrangeiro é melhor, muito forte em um país com uma infra-estrutura recente, pouco mais de um século de vida como ex-colônia e uma história de importação de todos os bens de consumo da metrópole européia.

Fiquei tão surpresa com a má-qualidade da peça publicitária que não me contive e liguei no telefone informado. A surpresa é ser atendido por vários falantes “não-nativos” de inglês, com a mesma pronúncia looooonge do padrão até ao dizer o nome da escola – desde a atendente de telemarketing até a supervisora. Deixei minha reclamação pelo desserviço prestado ao campo da educação em geral e do ensino de línguas em particular. Acho que uma retratação pública é o mínimo que podem fazer para diminuir o prejuízo causado à sua imagem. E fico pensando de quem foi a incompetência: da equipe de marketing ou da escola que aprovou a peça publicitária?

—-

Leia também:

Sobre a postura irresponsável da Open English, a carta aberta de Vinícius Nobre, presidente do Braz-Tesol

Why I know Open English is not worth it (Como eu seu que a Open English não vale a pena)

Offensive TV Commercial: Open English (Comercial de televisão ofensivo: Open English)

Against the prejudice: how far can adverts go? (Contra o preconceito: até onde a propaganda pode chegar?)

No Reclame aqui: Open English- não recomendo a ninguém

Propaganda da Open English e suas conexões sem sentido

Um brinde ao marketing analisa o comercial da Open English

Uma pequena vitória: CONAR vai investigar propaganda da Open English

Abaixo a campanha publicitária ofensiva aos professores de inglês

Cuidado! Perigo com a Open English!

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About Selma Moura

Doutoranda em Linguística Aplicada na Unicamp, Mestre em Linguagem e Educação pela USP, especialista em Linguagens das Artes, coordenadora do Bilingualism SIG do Braz-Tesol, apaixonada por educação, línguas e linguagens e mãe orgulhosa de duas bilinguinhas!

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23 Comentários em “Preconceito linguístico, sexismo, colonialismo e preconceito social num pacote só: o desserviço prestado pela Open English”

  1. Andrey Says:

    Concordo com o comentário do Humberto e também com a resposta a ele. Eu nao tinha visto o comercial que mostra a professora formada em Buenos Aires.
    Acho que realmente essa apelação é, infelizmente, algo generalizado na publicidade de hoje (nao estou dizendo que toda a publicidade é antiética). Quantos comerciais nao tentam fazer com que os que nao consomem o bem ou serviço oferecido se sintam excluidos ou retrógrados, ou até ridículos… o que eu acho baixo e desnecessário. Portanto acho muito válido esse repúdio. Só temos que saber que nao é exclusivo da Open English. Nos outros dois comerciais que vi, achei que a intenção foi quebrar o preconceito que existe com relação a aulas online (Pelo menos eu, como consumidor, enxerguei dessa forma e nao passei a enxergar escolas regulares de uma forma pior, tanto que estou pensando em voltar a uma para completar o curso que parei na metade ) Entao eles se concentraram com essa finalidade na questao do trânsito e na professora americana.
    Mas esse comercial descrito no texto realmente passou dos limites e desrespeita uma classe de – profissionais -, o que é realmente inaceitável, como foi escrito, de uma forma muito melhor do que eu poderia dizer.

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  2. Letícia Gentili Jackson Says:

    excelente argumento Selma. Parabêns.

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  3. izarego Says:

    Olá Selma,

    Quando vi essa publicidade pela primeira vez fiquei bastante indignada. Resmunguei o quanto ela era preconceituosa e mentirosa, mas não tive a sua atitude de telefonar para reclamar. Pelo visto o seu apelo teve resultado (talvez não tenha sido o único), porque tenho visto outras propagandas dessa escola, mas aquela especificamente parece que saiu do ar…
    Bem, eu já fui rejeitada por uma faculdade para dar aulas de espanhol por não ser nativa de um país hispanofalante. Tenho formação e experiência (além de vivência no exterior) suficientes para me considerar uma boa professora, mas fui preterida por conta desse preconceito, um entre tantos que infelizmente são seguidos cegamente pelos brasileiros.
    O seu post representa bem o que penso sobre a propaganda e fiz questão de compartilhá-lo no meu blog navegandoentrelinguas.com
    Parabéns pela atitude e pelo seu blog, sempre tão interessante!!!

    Bjos
    Izabel

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    • Selma Moura Says:

      Olá, Iza,
      Obrigada por seu comentário e por compartilhar meu post. Realmente é inacreditável que os preconceitos linguísticos que há tanto tempo combatemos ainda estão sendo promovidos por uma dita escola de línguas, cujos próprios professores, como mostra o próprio site deles, São estrangeiros ao Brasil mas falantes de inglês como segunda língua! O que é nativo para esses marqueteiros? Étiza zero!
      Mas não fui só eu quem se manifestou não. Houve uma comoção generalizada por meio de e-mails, telefonemas, blogs e redes sociais para tirar do ar o comercial. Embora esse movimento tenha sido bem sucedido, em uma sociedade ideal deveria haver uma retratação pública…
      Vamos nos blogando e comentando! Um abraço grande,
      Selma

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  4. Teacher Gabby Knak Says:

    Reblogged this on Teacher Gabby Knak and commented:
    Este é o “famoso” e infame comercial

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  5. Ana Carolina Says:

    existe mais um problema em relação a estereótipo e preconceito. como se já não bastassem todos os que estão muito bem analisados pelo texto… no comercial original em Espanhol (que é quase o mesmo) a professora aprende Inglês em Porto Rico, território, enfim, que possui o idioma como língua oficial também. o transplante da aprendizagem de Inglês para Buenos Aires, que não tem Inglês como idioma oficial, é só mais uma adaptação de estereótipos que conta com a “suposta rixa” entre o Brasil e a Argentina. não que nada disso entre em questão de fato, o comercial é terrível, mas esse detalhe a mais só demonstra que a estratégia da marca é ir direto a pontos discriminatórios.

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  6. Ana Carolina Says:

    pequena correção geográfica ao meu comentário anterior: Porto Rico é, enfim, território dos EUA. http://pt.wikipedia.org/wiki/Porto_Rico

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  7. Ana Carolina Says:

    existe mais um problema em relação a estereótipo e preconceito. como se já não bastassem todos esses que estão muito bem analisados pelo texto… no comercial original em espanhol (que é quase o mesmo) a professora aprende Inglês em Porto Rico, país, enfim, que tem o idioma como língua oficial também. o transplante da aprendizagem de Inglês para Buenos Aires, que não tem Inglês como idioma oficial, é só mais uma adaptação de estereótipos que conta com a “suposta rixa” entre o Brasil e Argentina. não que nada disso seja entre em questão de fato, o comercial é terrível, mas esse detalhe a mais só demonstra que a estratégia da marca é ir direto a pontos discriminatórios.

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  8. Helena Meyer Says:

    Selma,
    Parabéns pelo seu artigo: lúcido, equilibrado e acima de tudo, baseado em CONHECIMENTO TEÓRICO, coisa que não acontece com os comerciais da tal empresa que se diz escola. Compartilhei na página do Facebook da minha consultoria, a Construtiva Consultoria em Educação, pois acho que ele deve ser lido pelo maior número possível de pessoas da nossa área.
    Já tinha tido vontade de comentar sobre esse mito da superioridade do professor nativo desde que você postou, no inicio deste mês, sobre o que está acontecendo em Pernambuco, onde a Secretaria de Educação se vangloria de ter contratado professores nativos para treinar os professores de Inglês da rede pública. Naquele momento você questionou se é preciso mesmo ‘importar gringo para qualificar professores de Inglês’. Como formadora de professores, sei quão ineficaz é uma formação descontextualizada, fora da realidade do professor. Não sei se esse é o caso em Pernambuco, seria até leviano de minha parte afirmar que essas pessoas não sabem o que estão fazendo, mas a noticia toda me pareceu uma grande jogada de marketing político, desde que a li pela primeira vez. Espero muito estar enganada, pois já trabalhei com professores de Inglês da rede pública em Pernambuco, e vi profissionais comprometidos, interessados e dedicados à profissão, que merecem ter acesso a boas oportunidades de formação.
    O seu artigo não critica o fato da escola ser online, mas a propaganda falaciosa, que desqualifica uma classe de profissionais que, na sua maioria, buscam constantemente o desenvolvimento profissional. Concordo com tudo o que você disse, e acrescento que, em tempos de Inglês como Língua Franca (ou Língua Internacional, como alguns preferem), o mito da superioridade do falante nativo vem sendo gradativamente desconstruído, para dar lugar ao cidadão pluricultural, capaz de se comunicar numa língua falada por uma imensa quantidade de pessoas, em contextos os mais diversos possíveis. Assim, considero a ideia central do comercial, além de irresponsável e desrespeitosa, retrógada. Quem idealizou a campanha não sabe o que se passa no mundo!
    Mais uma vez, parabéns! Um abraço,
    Maria Helena Meyer

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  9. focuseducacional Says:

    Selma,mais uma vez parabéns pelo artigo e pela maneira como você se coloca. Tenho certeza de que a sua posição ,assim como a do Vinícius, é compartilhada pela maioria dos professores e educadores que se dedicam de corpo e alma a tarefa de educar e ao ensino bilíngue em qualquer pais.
    Compartilhei na página da Focus.

    Cláudia Spitz

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  10. Viviane Klen Says:

    Selma, fiquei inconformada! Vi os outros vídeos e é um pior que o outro. Se for uma campanha publicitária que tenta fugir do “padrão” de publicidade de escolas de inglês eles deveriam no mínimo pensar nas consequências que esse distanciamento cria é uma verdadeira chacota com professores não nativos.
    Reforço o que Vinicius Nobre escreveu em sua carta aberta, para ser um professor competente você não precisa ser nativo, grande parte dos meus professores de inglês sempre estudou e viveu aqui.
    Pensando em responder também ao Humberto, não há nesse texto uma avaliação da qualidade do ensino da escola, nem uma comparação do ensino presencial e a distancia. Como aluna de ambas as modalidades posso dizer que existem diferenças e similaridades e pontos positivos e negativos (como trânsito, horário de aula, comodidade do aluno, etc.). Para mim, a diferença está também em nossa vontade de aprender e em nosso momento, no caso para Humberto agora a aprendizagem está sendo significativa e ele se vê aprendendo agora o que “não aprendeu em anos”, talvez esse aprendizado de anos só agora se solidificou Humberto e, posso dizer que talvez esse aprendizado (essa vivência da língua no passado) tenha sido essencial para essa sua “evolução” agora.

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  11. Humberto Says:

    Já tenho um ponto de vista diferente. Como estudante e consumidor de cursos de inglês, estes disponibilizados de forma online são tão bons quanto os presenciais. São utilizados sistemas de ensino de excelente qualidade. Além disso, oferecem a possibilidade de comunicação com pessoas de outros países, até para a familiarização com o inglês em diferentes sotaques.

    A propaganda sexista, excludente e preconceituosa, se tornou um padrão para a publicidade MUNDIAL. Não podemos condena-los por terem fugido do estereotipo de escola de inglês padrão na publicidade.

    Obs: Não sou professor e nem gestor de cursos online. Sou apenas estudante e, afirmo que em 2 anos praticando desta forma, meu nível evoluiu muito mais do que os 22 estudando em escolas e escolinhas.

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    • Selma Moura Says:

      Olá, Humberto, obrigada por seu comentário.
      Concordo que há excelentes cursos on line disponíveis, e até divulgo os que considerei melhores aqui no blog. Sabemos que o sucesso do aprendizado de línguas depende tanto das escolas e professores quanto dos alunos, e que como o ser humano é super complexo, tendo muitos perfis de estudantes, com necessidades e dificuldades diferentes, é necessário um ajuste entre o ensino e a aprendizagem. Que bom que você conseguiu aprender on-line. Você deve ter bastante disciplina e autonomia, características indispensáveis ao sucesso nesse tipo de curso.
      Porém, preciso discordar de sua segunda colocação, que naturaliza o preconceito na publicidade. Se formos aceitar a falta de ética na propaganda, precisamos aceitar outras mazelas atuais, como a criminalidade, a corrupção, o desrespeito aos direitos humanos, etc. Sei que há muitos problemas e que eles não são exclusivos do Brasil, mas não os aceito. Como educadora, que forma as novas e presentes gerações, acho que tenho obrigação de dar minha contribuição – ainda que seja pequena, mesmo que seja uma gota no oceano – para mudar isso. Há mais de 20 anos tento fazê-lo, e este blog tem, entre seus objetivos, o de desconstruir esses mitos e discursos estereotipados sobre as línguas e culturas e ajudar – mesmo que modestamente – as pessoas a pensar diferente do senso comum.
      Espero que este post, e outros aqui do blog, tenham dado “uma coceirinha nas ideias”, como dizem Monteiro Lobato e Rubem Alves, e que você e outros que me lêem tentem pensar sobre a imposição que a sociedade faz e as resistências – insisto, ainda que pequenas – que nós fazemos do lado de cá para não nos “con-formarmos” com as formas impostas.
      Obrigada pela visita e o comentário!
      Um abraço,
      Selma

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  12. Tania de Chiaro Says:

    Muito bom, Selma! Coloquei na página da Link English!

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  13. Juliana Says:

    Nossa, extremamente preconceituoso! Comercial de muito mal gosto que só reforça algumas concepções erradas que as pessoas têm.

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    • Selma Moura Says:

      É mesmo, Juliana. O comercial é tão mal feito que não dá nem para a creditar que foi aprovado e está sendo veiculado. Creio que uma retratação pública é indispensável. Vamos acompanhar a repercussão do caso. Abraço,
      Selma

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      • Sheylla Chediak Says:

        Selma, parabéns pelo artigo… excelente!
        Esse vídeo é de extremo mal gosto. E o pior é que não somente alunos reproduzem esse discurso preconceituoso, mas, algumas vezes, até professores!
        São iniciativas como a sua que colaboram para o despertar de uma criticidade em relação a tanto lixo circulando na mídia e, mais do que isso, para uma “transformação de mentalidade”.

        Abraço,
        Sheylla Chediak

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      • Viviane Klen Says:

        Selma, fiquei inconformada! Vi os outros videos e é um pior que o outro. Se é uma campanha publicitária que tenta fugir do “padrão” de publicidade de escolas de inglês eles deveriam no mínimo pensar nas consequencias que esse distânciamento cria é uma verdadeira chacota com professores não nativos.
        Reforço o que Vinicius Nobre escreveu em sua carta aberta, para ser um professor competente você não precisa ser nativo, grande parte dos meus professores de inglês sempre estudou e viveu aqui.
        Pensando em responder também ao Humberto, não há nesse texto uma avaliação da qualidade do ensino da escola, nem uma comparação do ensino presencial e a distancia. Como aluna de ambas modalidades posso dizer que existem diferenças e similaridades e pontos positivos e negativos (como trânsito, horário de aula, comodidade do aluno, etc.). Para mim, a diferença está também em nossa vontade de aprender e em nosso momento, no caso para Humberto agora a aprendizagem está sendo significativa e ele se vê aprendendo agora o que “não aprendeu em anos”, talvez esse aprendizado de anos só agora se solidificou Humberto e, posso dizer que talvez esse aprendizado (essa vivência da lingua no passado) tenha sido essensial para essa sua “evolução” agora.

        Viviane Klen Alves

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